A disseminação de práticas sustentáveis no setor agrícola é estratégica e o programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC) oferece uma visão diferente de fazer agricultura, afirmou o secretário-executivo do ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Gerardo Fontelles, que representou o ministro Wagner Rossi na abertura do Seminário de Difusão do Programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC), nesta terça-feira (17), em Brasília. “O Brasil não está abdicando de seu crescimento como grande operador de commodities no mercado internacional, mas preocupando-se em manter o equilíbrio ambiental e o bem-estar social e econômico da população”, disse.
A proposta do seminário é formar multiplicadores do ABC, incentivando a adoção das práticas em todo o País. Participam do encontro cerca de 150 gestores e técnicos do agronegócio, meio ambiente, pesquisa, extensão rural e desenvolvimento agrário de todos os estados brasileiros.
O programa ABC incorpora cinco práticas: plantio direto na palha, fixação biológica de nitrogênio, recuperação de pastagens degradadas e o sistema Integração Lavoura-Pecuária-Florestas (ILPF). Como vantagem de uma delas, o secretário citou o aumento de área do cultivo com a recuperação de pastagens degradadas. “Temos cerca de 200 milhões de hectares para a pecuária. Se aumentarmos em 10% a produtividade nessas áreas, teremos mais 20 milhões de hectares disponíveis para a agricultura”, informou.
Protocolos de intenção para o aperfeiçoamento e difusão das práticas que reduzam a emissão dos gases de efeito estufa foram assinados pelo secretário-executivo, o presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Pedro Arraes, e entidades representativas do plantio direto na palha, florestas plantadas e fixação biológica de nitrogênio.
Pedro Arraes lembrou que o ABC consolida as metas negociadas pelo Brasil em 2009, na Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP15), dando oportunidade ao País de ser a agricultura mais verde do mundo. “O Brasil vai vender a âncora verde de sua agricultura. Isso abre negócios, aumenta a renda para os agricultores e melhora as condições ambientais”, ressaltou. Para Arraes, a agricultura ambientalmente correta só traz benefícios para a sociedade e para a economia, já que o País poderá aumentar as exportações para mercados que valorizam a sustentabilidade.
Eline Santos (Min. da Agricultura, Pecuária e Abastecimento)



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