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22 / 05 / 2012
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Brasil é referência mundial

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No período de 2002 a 2008, a cadeia produtiva agrícola nacional retirou do meio ambiente 108 mil toneladas de embalagens de defensivos agrícolas. Isso significa que ajudamos a reduzir a emissão de mais de 160 mil toneladas de dióxido de carbono. A gente tem um benefício ambiental palpável, como resultado do trabalho e esforço de toda a cadeia (produtiva), disse à Agência Brasil o presidente do Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (inpEV), João Cesar Rando.

O Brasil é atualmente líder no processo de descarte correto desse tipo de embalagens em todo o mundo. Já é considerado um centro de excelência e está se tornando uma referência no assunto, afirmou Rando. O país tem uma lei inteligente que distribui responsabilidades a todos os elos da cadeia produtiva. Acho que a integração de todo o sistema é importante. Todos os atores da cadeia produtiva, sejam agricultores, revendedores, cooperativas, fabricantes, estão comprometidos com o sistema.

Segundo o presidente, o elevado investimento realizado no país nessa área permitiu a existência hoje de uma infraestrutura e logística adequadas. Isso envolve desde a coleta das embalagens até a destinação final, por meio da reciclagem ou da incineração, utilizando o processo de transporte reverso, em que os caminhões que entregam os produtos cheios retornam trazendo as embalagens vazias. São alguns pontos que fizeram com que o Brasil progredisse e avançasse muito na gestão desse sistema.

De acordo com dados do inpEV, até o fim de abril de 2010, foram corretamente destinadas para reciclagem 10 mil toneladas de embalagens vazias de agrotóxicos. O presidente da entidade estima que até maio, esse número deve ter se elevado em 20%, em comparação com o mesmo período de 2009, atingindo 13,8 mil toneladas retiradas do meio ambiente. A projeção para o ano de 2010 é alcançar 31 mil toneladas de embalagens vazias de agrotóxicos.

João Cesar Rando avalia que a situação é bastante homogênea entre os estados que dão destinação correta a esse tipo de embalagem. O Paraná, Mato Grosso e a Bahia estão acima da média nacional de 95%. Outros, como o Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul e o Maranhão, este em função da nova fronteira agrícola, também mostram bom desempenho. A situação está harmonizada. Hoje, não tem estados que não estejam fazendo bom trabalho.

Iniciativa - O trabalho de coleta e destinação adequada das embalagens vazias de agrotóxicos foi iniciado no Brasil na década de 90, por uma iniciativa voluntária da indústria produtora. A entrada em vigor, em 2002, da Lei 9.974/2000, que definiu o sistema de destinação final de embalagens vazias de agrotóxicos, possibilitou a reciclagem desse material. O trabalho foi reforçado com a criação do Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (inpEV), que permitiu ao sistema evoluir de forma mais rápida.

O presidente da entidade, João Cesar Rando, informa que de 1990 para cá, o número de unidades de recebimento de embalagens vazias de defensivos agrícolas subiu de 15 para 416. Dessas, 115 são unidades centrais, que recebem, inspecionam, compactam e despacham as embalagens para o destino final. Todos os 26 estados agrícolas brasileiros estão cobertos por essa malha. Paralelamente, o inpEV investe em campanhas maciças de esclarecimento à população rural e conscientização dos agricultores, em parceria com o governo. Tudo isso criou oportunidades e uma evolução muito positiva do sistema.

Em 2002, quando o instituto começou a operar, conseguiu retirar do meio ambiente 3,8 mil toneladas de embalagens vazias de defensivos agrícolas.

Texto de Alana Gandra

 


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