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21 / 05 / 2012
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Brasil presidirá a Rede de Aquicultura das Américas

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O minsitro da Pesca e Aquicultura, Altemir GrgolinComeçou hoje (23), em Brasília, o encontro de 20 países que confirmaram presença e a adesão à Rede de Aquicultura das Américas. O novo órgão será presidido pelo Brasil, com apoio da FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação).
Os representantes dos governos debaterão até quinta-feira (25), os desafios para o desenvolvimento da aquicultura na América Latina e Caribe.

Os participantes discutirão a questão financeira da Rede, a qual o Brasil liderará os primeiros investimentos. O estatuto, a aquicultura de pequena escala e como alternativa para segurança alimentar do Haiti também serão abordados nesta terça.

O ministro da Pesca e Aquicultura, Altemir Gregolin, que preside o novo órgão, fará a assinatura do termo de adesão dos países participantes no último dia do encontro. Países confirmados

De acordo com o Ministério da Pesca e Aquicultura, foram convidados 35 países que integram a América Central, do Norte, do Sul e Caribe. Destes, os países que já confirmaram presença e a adesão à Rede de Aquicultura das Américas são: Uruguai; Paraguai; Argentina; Brasil; Bolívia; Colômbia; Equador; Peru; Guiana Francesa; Panamá; Costa Rica; El Salvador; Guatemala; Belize; Cuba; Trinidad y Tobago; República Dominicana; México; Haiti; Canadá;

Aquicultura no Brasil
No Brasil, 30% do pescado vem da aquicultura, produção de espécies em cativeiro. “A aquicultura familiar vem crescendo ano a ano e temos uma boa diversidade de espécies com alta aceitação comercial”, informa o ministro Altemir Gregolin.

Ele citou também, os avanços no setor, como a cessão de águas da União em que rios, mares e reservatórios são demarcados e transformados em parques aquícolas para produção de diversas espécies.

Por meio do programa, em funcionamento desde 2008, famílias de agricultores, pescadores artesanais, assentados e atingidos por barragens recebem, gratuitamente, títulos para usar um lote de água por até 20 anos, com licença ambiental, outorga da Agência Nacional de Águas e autorização da Marinha. Já foram implantados 42 parques aquícolas em seis reservatórios de cinco estados.

“A nossa política de ceder gratuitamente as águas de domínio da União para os pequenos produtores teve repercussão internacional e o continente quer saber como que a gente fez”, disse o ministro.  “Além disso, temos muito a aprender com outros países, como o Chile e o Equador, por exemplo, que são grandes produtores aquícolas”, finalizou.

 


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