A Embrapa Pantanal desenvolve, desde 2006, o projeto de pesquisa de “Aproveitamento Agro-Industrial de Espécies de Peixes Nativos do Pantanal”, onde diversos produtos a base de carne de pescado vem sendo criados e testados.
Segundo o pesquisador Jorge Lara, responsável pelas pesquisas e pela equipe de desenvolvimento desses novos produtos, a ideia é criar um produto de cada categoria dos processados, atendendo assim as exigências do mercado.
“Procuramos desenvolver alimentos saborosos, que apresentem baixo preço e elevado valor nutricional, todos testados utilizando produtos dentro dos padrões das legislações vigentes”. Esses processados servirão também como base para pesquisa de novos aditivos alimentares. “A ideia é estar cada vez mais próximo do setor produtivo, ouvindo as demandas e adaptando as tecnologias para estarem prontas para o mercado consumidor”, completa Lara.
Os primeiros alimentos criados foram o quibe e o hambúrguer de peixe, derivados de carne mecanicamente separada, processo realizado em um equipamento chamado despolpadora, que permite a formação de uma “pasta” de carne de peixe. Também feito da mesma base que o quibe e o hambúrguer, o terceiro produto desenvolvido foi o nugget de peixe, só que este recebe um empanamento com farinha adequada (de milho ou de rosca).
Já o patê de peixe foi o terceiro produto desenvolvido, utilizando uma outra técnica: a cura, que permite a conservação pelo nitrito de sódio, o mesmo utilizado na fabricação de lingüiças. Em média cada produto demorou dois anos para ser criado.
Atualmente estão sendo realizados testes e aprimoramentos no processo de defumação da carne de pescado, utilizando madeira típica da região não ameaçadas de extinção. Todos esses produtos são feitos com carnes de peixes da região pantaneira.



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