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21 / 05 / 2012
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Renda do agricultor paulista cresceu bem acima da média nacional

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Apesar de concentrar apenas 5,5% da população nas zonas rurais, bem abaixo da média nacional de 15,6%, o estado de São Paulo registrou crescimento da renda per capita no campo acima da média brasileira, em 2009, no comparativo com 2001. O aumento foi 35,6%, superando a taxa de crescimento da renda nas cidades paulistas (8,5%) e brasileiras (23,5%). Os dados foram divulgados no último dia 24 pelo presidente do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), Márcio Pochmann.

Mas, de acordo com o estudo, quando somadas as rendas per capita rural e urbana , porém, detecta-se que o ritmo de crescimento foi inferior ao constatado na Região Sudeste e em nível nacional. Enquanto no Brasil o ganho médio passou de R$ 511,5 em 2001 para R$ 637,7 em 2009 (+ 23,5%), na Região Sudeste o valor subiu de R$ 647,5 para R$ 759,5 (+ 17,3%) e no estado de São Paulo de R$ 738,2 para R$ 806,9 (+ 9,3%).

“Nos observamos que o aumento da renda no campo foi muito importante para suavizar a condição de pobreza extrema na população rural. Também foi importante a queda do desemprego e o aumento da transferência de renda para as famílias de uma maneira geral, que permitiram a elas ter uma renda acima da linha de miséria”, disse Pochmann. A classificação de extrema pobreza foi dada àqueles que têm renda per capita inferior a R$ 67,07.

Em 2001, 4,2% dos paulistas eram considerados extremamente pobres, percentual que caiu , praticamente, à metade, atingindo 2% em 2009. No Sudeste, passou de 5,6% para 2,3%, enquanto, no país, caiu de 10,5% para 5,2%. O economista alertou, no entanto, que a modernização da atividade agrícola, com máquinas que substituem a mão de obra não qualificada, mantém a tendência de aumento do desemprego rural.

O estudo foi feito com base em levantamentos da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios  do (IBGE), além de outras fontes que registram indicadores sociais como demografia, Previdência Social, pobreza e desigualdade, saúde, seguridade, trabalho e renda, educação, cultura, saneamento e habitação.

Agência Brasil 

 


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