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21 / 05 / 2012
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Exportações da floricultura brasileira registram queda de 27,83%

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Nos primeiros cinco meses de 2011, as exportações brasileiras de flores e plantas ornamentais atingiram US$ 7,60 milhões, acumulando queda de 27,83% sobre os resultados alcançados no mesmo período de 2010 (US$ 10,53 milhões). Entre janeiro e maio deste ano, os principais grupos de produtos setoriais exportados pelo Brasil foram o das mudas de plantas ornamentais, seguido pelo dos bulbos, tubérculos, rizomas e similares em repouso vegetativo.

Para Hélio Junqueira, da Hórtica Consultoria, tais valores continuam refletindo o contexto econômico-financeiro recessivo prevalecente nos principais mercados importadores mundiais, o qual - deflagrado a partir do último trimestre de 2008, com a crise imobiliária dos EUA – permanece determinando reduções globais na demanda pelos produtos da floricultura. "Tal fato evidencia a principal característica estrutural da floricultura empresarial exportadora do país, que é a sua notável concentração na pauta de mercadorias destinadas à propagação vegetativa", diz.

 Outros grupos de flores e plantas ornamentais, focados no consumo final, mantiveram tendência de perda de expressão financeira na balança comercial. Assim, as exportações de rosas e seus botões frescos representaram apenas 0,94% das vendas brasileiras no mercado internacional, enquanto que as de outras flores frescas e seus botões – que incluem lisianthus, gérberas, lírios, antúrios e outras flores tropicais – somaram participação relativa de apenas 1,36%.
Balança comercial


No período de janeiro a maio, a balança comercial da floricultura brasileira mostrou saldo negativo de US$ 7,38 milhões, sendo que as importações equivaleram praticamente ao dobro dos valores exportados. As principais mercadorias adquiridas internacionalmente pelo Brasil foram os bulbos, rizomas, tubérculos  e similares destinados à propagação vegetativa e, em parte, à re-exportação.  Outros grupos com a mesma finalidade multiplicativa também se destacaram, como as mudas de outras plantas (24,47%) e mudas de outras plantas ornamentais (8,57%). As mudas de orquídeas importadas pelo Brasil da Holanda, Tailândia e Japão, também tiveram destaque no período analisado. Somaram US$ 2,34 milhões, representando 15,66% do total importado pelo País, com crescimento de 67,43% sobre o mesmo período do ano anterior. Porém, neste caso, não são considerados materiais para a propagação vegetal, mas, sim, para a produção comercial final de plantas para consumo, especialmente importantes nos ascendentes mercados de Phalaenopsis, Cymbidium e Vandas, entre outras espécies.


Em relação ao comportamento observado em outros anos, o fato que mais chamou a atenção nos resultados do período analisado foi a notável expansão das importações de produtos já prontos para o consumo como as rosas de corte frescas, as quais chegaram a representar 13,69% da pauta global de importações, com crescimento de 6,29% sobre a performance de compras no mesmo período do ano anterior. Além delas, outras flores cortadas em geral agregaram 4,80% de participação (com aumento de  32,55% sobre 2010), enquanto que os cravos e seus botões representaram 0,97%, com crescimento de 13,21% sobre janeiro a maio do ano anterior.
O fenômeno da expansão das importações de flores cortadas frescas no período justifica-se pelo conjunto de indicadores favoráveis observados na economia brasileira no tocante à expansão dos níveis de emprego, ocupação e renda, além da estabilidade econômica experimentada pelo País, que vem sustentando um consumo aquecido e mais diversificado dessas mercadorias. Em 2011, as vendas observadas nas duas principais datas de consumo (Dia das Mães e Dia dos Namorados) comprovaram a disposição intensificada dos brasileiros em presentear com flores, permitindo que parcelas crescentes de produtos importados convivessem harmoniosamente com a produção nacional no suprimento do mercado.


Além disso, cabem destacar dois fatores que vêm colaborando para essa performance importadora. O primeiro deles é o fato de que países vizinhos de economia florícola essencialmente focada no mercado internacional – especialmente Colômbia e Equador – sofrem mais intensamente os efeitos perversos da recessão global e seus produtos encontram-se mais  disponíveis e acessíveis para o consumo brasileiro. Em segundo, destaca-se a persistente valorização cambial do real, que favorece o ingresso de mercadorias estrangeiras.

 

 


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