Duas inovações recentes ganham terreno no agronegócio mundial. De um lado, desenvolvida em laboratórios, a biotecnologia começa a mostrar como pode solucionar problemas históricos do campo, como o combate a pragas e resistência a falta de água. São sementes modificadas geneticamente que proporcionam ganho de produtividade. De outro, o cultivo orgânico, sem uso de fertilizantes químicos ou agrotóxicos, surfa na onda da sustentabilidade e abarca um mercado consumidor em franca expansão. Ambas podem ser desenvolvidas com sucesso em Pernambuco na visão de especialistas em agropecuária.
A transgenia (produção de sementes transgênicas) é evolução , resume o presidente da Valexport, José Gualberto. O tema foi debatido durante o Seminário Pernambuco Inovador. Para o presidente do IPA, Júlio Zoé de Brito, o tema é polêmico. Muitos não confiam na biotecnologia, pois não há testes que comprovem que ingerir alimentos modificados em laboratório não provoca problemas de saúde em seres humanos. Assim como não há confirmação de que são nocivos. É um tema que não pode ser tratado com ideologia. É necessário ainda uma retaguarda técnica grande para adotar os transgênicos. Sem falar que os investimentos por parte do agricultor são bem maiores , afirma.
José Gualberto vê os orgânicos como um tipo de cultura de grande valor econômico. Na verdade, são um nicho de mercado que tem promovido, inclusive, a diversificação agrícola em Pernambuco. Pequenos agricultores, muitos familiares, plantam rúcula, batata doce, cenoura, alface americana, beterraba. Aumentaram os seus rendimentos, pois têm maior valor agregado. Vendem os itens em feiras especializadas na capital, livrando-se da figura do atravessador. Enfim, melhoraram de vida.



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