Por Valéria Bonani Betini Haiek*
Antes de mais nada é preciso entender o que é o colesterol . Podemos dizer, em termos populares, que é a “gordura” presente no sangue . Quando ingerida, é absorvida no intestino e transportada para o fígado, onde é convertida em colesterol, sendo, então, liberado para corrente sanguínea.
É muito importante para o funcionamento do organismo, pois em quantidades suficientes ajudam a formar hormônios e vitamina D, além de outras substâncias. Porém, o seu excesso pode resultar no aumento de “placas gordurosas” nas paredes das artérias. Há dois tipos principais de colesterol: a lipoproteína de baixa densidade - LDL colesterol ou o “colesterol ruim” - e a lipoproteína de alta densidade - HDL colesterol, o chamado “colesterol bom”.
O primeiro ( colesterol ruim), está associado à aterosclerose (acúmulo de depósitos gordurosos ricos em colesterol nas paredes das artérias), o que pode estreitar ou “entupir” as artérias, reduzindo a velocidade ou interrompendo o fluxo de sangue aos órgãos vitais, especialmente o coração (podendo causar infarto do miocárdio) e cérebro (podendo causar acidente vascular cerebral, conhecido como “derrame cerebral” do tipo isquêmico ). Já o colesterol bom protege o organismo contra ataques do coração e “derrames”, removendo o colesterol ruim das artérias e devolvendo-o ao fígado.
Como não apresenta sintomas, um indivíduo pode estar com níveis elevados de colesterol sem saber. Por isso é tão importante fazer exames regularmente.
Vários fatores podem ser responsáveis pela alteração do colesterol como, por exemplo, má alimentação, fatores hereditários, estar acima do peso corpóreo, falta de atividade física, problemas associados como a diabetes, doença renal, doença do fígado e tireóide.
Na tentativa de normalizá-lo, devemos tomar medidas na mudança do estilo de vida. Comer alimentos com baixo teor de colesterol, manter o peso corpóreo em valores normais para idade e biótipo, fazer atividade física com regularidade, parar de fumar e atividades de lazer ajudam diminuir o estresse “físico” e “mental”.
Em muitos casos, são necessários o uso de medicamentos associados, sempre prescritos por médicos.
Os alimentos que podem aumentar o colesterol são margarinas e manteigas, carnes “gordas”( cupim,picanha,bisteca de porco ou carneiro, bacon,hambúrgueres, salsicha, linguiça, salame), biscoitos, bolos, massas folhadas, chocolates, queijos amarelos e creme de leite, frutos do mar, entre outros. Os alimentos permitidos são pães integrais, frutas frescas e secas, cereais diversos, soja, vegetais e leguminosas, carnes magras ( alcatra, maminha), carne branca( filé de peito de frango, peixes).
Essas dicas são importantes, mas nunca deixe de fazer uma avaliação médica, assim será possível um tratamento ideal para cada caso.
*Dra. Valéria Bonani Betini Haiek (CRM 72566) é cardiologia e clínica geral
Consultório: rua Monte Alegre,47
Tel/fax: (11) 3862-6362



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