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18 / 05 / 2012
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Índice Ceagesp registra queda de 4,59% em janeiro

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A variação de preços no atacado dos principais produtos comercializados na Ceagesp apresentou retração de 4,59% em janeiro. Com a baixa de 7,41%, o setor de frutas, principal em representatividade na cesta de produtos balizado pelo índice, foi o responsável por esta queda do indicador. “A diminuição do consumo em janeiro por causa das férias foi um dos motivos para esta retração. Outra razão é que a base de calculo de dezembro é muito elevada, normalmente os preços sobem no último mês do ano e caem em janeiro”, analisa o economista da estatal, Flávio Godas. Nos últimos 12 meses a queda acumulada é de 9,1%.

As principais quedas no setor de frutas foram do limão taiti (-50,2%), mamão formosa (-29,8%), maçã gala (-29,4%) e as altas ficaram por conta da manga Tommy (40,5%), abacaxi pérola (36,9%) e do abacaxi Havaí (10,8%). Outro setor que também apresentou queda foi o Pescado que recuou 2,44%. As principais baixas foram lula (-30,7%), polvo (-26,2%) e camarão ferro (22,1%). Os amentos dos preços foram do bagre água salgada (35,9%), da abroteia (31,1%) e da pescada (23,6%). 

O setor com a maior elevação dos preços no mês foi o de diversos (11,79%). “Batata e cebola estavam com valores muito próximos ao de custo e tiverem uma ligeira recuperação neste mês”, avalia Godas. As altas ficaram por conta da batata lisa (17,3%), da batata comum (15,2%) e da cebola nacional (9,68%). As principais quedas foram coco seco (-14,8%), do alho (-5,3%) e dos ovos brancos (-4,9%). 

Contrariando as altas exorbitantes tradicionais no começo do ano por causa do excesso de chuvas e das altas temperaturas, os setores de verduras (0,32%) e legumes (1,60%) apresentaram elevações tímidas de preços. “Mesmo com o grande volume de chuvas registrado em janeiro, não houve elevações acentuadas nos preços das hortaliças. Desta forma, estes setores não influenciaram incisivamente o Índice Ceagesp em janeiro”, afirma Godas.

Coentro (20%), almeirão (17,1%) e brócolis (15,8%) foram as principais altas do setor de verduras. As quedas foram do repolho (-7,9), do nabo (-4,4%) e da alface americana (-2,49%). Já no setor de legumes, os aumentos dos preços foram da abobrinha brasileira (30%), da berinjela (29,4%) pepino comum (22,6%) e as baixas foram do pimentão amarelo (-53,5%) pimentão vermelho (-45,7%) e vagem (-24,5%). 

Tendência

Durante os meses de fevereiro e março, entretanto, a perspectiva ainda é de alta incidência de chuvas aliadas, desta vez, a temperaturas mais elevadas. “Assim, são esperadas quedas acentuadas do volume ofertado, redução da qualidade e, consequentemente, majoração dos preços em níveis mais elevados em Verduras e Legumes. A partir de abril, no entanto, deve ocorrer à normalização do volume ofertado e a queda dos preços praticados nestes setores”, prevê Godas.

O setor de frutas deve continuar com boas opções para o consumidor. Segundo o economista, “o aspecto sazonal, neste caso, é preponderante na composição dos preços. Os produtos em plena safra como citros, maracujá, melancia, figo, maçã, banana, mamão, entre outros, deverão fazer com o setor se mantenha com preços em patamares estáveis”.

 

 

 


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