As chuvas pontuais no cinturão verde de São Paulo, um dos maiores fornecedores de verduras ao entreposto paulistano da Ceagesp, não afetaram a quantidade ofertada. A avaliação é do economista da estatal, Flávio Godas. "O consumidor encontra diversos preços atrativos em itens como alface, repolho, agrião, couve, escarola e acelga”, analisa. Já o setor de legumes sofreu com as perdas na produção no Rio de Janeiro e em Minas Gerais devido às fortes chuvas que acometem a região. "Outro fator para alta de alguns preços é que comerciantes destes locais buscam no entreposto da capital estes produtos para recompor a oferta local”, avalia Godas.
Historicamente, o verão tem como característica chuvas quase diárias e altas temperaturas, o que prejudica bastante as hortaliças. Até o final desta estação, a tendência é de elevação dos preços nos setores de legumes e verduras. “A qualidade dos produtos, principalmente das folhagens e legumes mais sensíveis, devem apresentar problemas. Essa perda de qualidade, invariavelmente, acarreta redução do volume ofertado e a majoração dos preços”, prevê Godas. Segundo ele, em contrapartida, as frutas em plena safra devem permanecer com excelentes preços.
Comparando os preços por quilo de dezembro para hoje, a abobrinha brasileira passou de R$ 1,06 para R$ 1,30, aumento de 22,6%; o chuchu saiu de R$ 0,96 para R$ 1,07, alta de 11,6%; a berinjela custava R$ 1,07 passou para R$ 1,48, elevação de 38,3%; o tomate computou acréscimo de 50%, antes saia por R$ 2 e agora está R$ 3; o pepino japonês que valia R$ 1,20 foi para R$ 1,70, alta de 41,7%; o pepino comum passou de R$ 0,80 a R$ 1,25, elevação 56,3%; já a batata, que ainda é uma ótima opção de compra, custava R$ 0,80 foi para R$ 1, aumento 25%; e o quiabo teve alta de 1,29%, saiu de R$ 3,10 para R$ 3,50.



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