Seminário realizado nesta quarta-feira (10) na Ceasa de Goiânia foi marcado por palestras, em que representantes das empresas expuseram sua experiência com a utilização de embalagens plásticas, que tendem a substituir as caixas de madeira, e propor soluções para as centrais de todo país.
Representando a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), Newton Araújo falou sobre tentativas de se implementar um programa de padronização de embalagens de produtos hortifrutigranjeiros. Newton comentou as leis que instituem FLV.
Ainda com relação a leis, Ricardo Wagner, da Anivsa, ressaltou que as frutas e hortaliças devem ser embaladas seguindo aspectos legais, que visam, entre outros, a higiene e conservação dos produtos. “Uma das utilidades da embalagem é mercadológica”, explica Wagner. Ele se refere à apresentação dos produtos, um dos quesitos mais discutidos durante o evento.
Segundo a pesquisadora Rita Luengo uma das responsáveis pela tecnologia das caixas inteligentes, o maior desafio ao se desenvolver embalagens plásticas é acabar com os danos mecânicos, causados no transporte dos alimentos. “É importante que se empilhe caixa sobre caixa, e não caixa sobre produto”, afirma. Buscando inspiração também em outros países, Rita desenvolveu caixas com cantos arredondados, abertura lateral e pouca profundidade. “Diminui-se as perdas e o tempo de distribuição, além de ser possível dizer a quantidade de produto contida em cada caixa e encaixar uma na outra”, afirma ela.
Para o administrador e consultor da Ceasa Goiás, Mauri Gonçalves, há uma tendência na empresa goiana de se estender o uso de caixas plásticas ao abacaxi. “A maioria dos produtores de abacaxi estão adaptando as caixas já utilizadas na banana para seus produtos”, afirma. Ele acredita também que a mudança para embalagens plásticas só foi possível devido à nova legislação. “Se a legislação não tivesse mudado, talvez não teria sido possível que essa mudança fosse iniciada”, completa.
Gonçalves explica que apesar do gasto com essa embalagem ser maior, o ganho final compensa o investimento. “Há uma melhora na qualidade da fruta, redução do custo operacional, padronização comercial e, principalmente, se atende à legislação”, conclui.



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