Os empresários dos segmentos de mamão, abacaxi e laranja retomaram as discussões sobre o assunto, já iniciadas em fevereiro com o 1º Seminário Nacional de Embalagens para Frutas, Legumes e Verduras. De acordo com Edivaldo Cardoso, os benefícios são vários. Pelo lado econômico, o preço de uma caixa plástica pode parecer maior à primeira vista, mas acaba sendo compensado mais tarde. “Uma caixa de madeira pode ser usada apenas uma vez. Dez caixas de madeira somam o valor para adquirir uma de plástico. A diferença é que a embalagem plástica pode ser utilizada por até cinco anos”, ressalta.
Boa parte dos empresários entenderam a logística do sistema, e acabaram por concordar com Cardoso. Aqueles que apóiam a ideia afirmaram que o investimento traz ganhos em qualidade e diferencial. A armazenagem do produto é sistemática, obedece padrões e acaba evitando perdas e estragos. “É uma forma mais limpa, diminui pessoal, despesas, e é ambientalmente correta”, afirma o empresário Milton Zuppa.
Desafio nacional
A proposta é que as centrais brasileiras atendam à padronização de embalagens e utilizem caixas plásticas. Desde 2006, a Ceasa Goiás já possui um Banco de Caixas, que substituiu as peças de madeira pelas de plástico na armazenagem da banana.
Até o fim de maio, a Abracen (Associação Brasileira das Centrais de Abastecimento) pretende apresentar uma proposta que englobe as Ceasas nacionais. A intenção é de que todas façam a substituição das embalagens, buscando mais higiene e menor perda de produtos.
De acordo com a central goiana, em até 90 dias os segmentos de mamão e laranja que atuam no entreposto já farão a troca das embalagens. Para o mamão, falta apenas definir qual caixa armazenará o papaia, que não se adequou àquela já utilizada pela banana. O segmento da laranja, que engloba os citros, definiu a pesagem da cada peça: 18 quilos. Para o abacaxi ainda não houve definição.



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