Os elicitores, conhecidos também como indutores de resistência, são substâncias que estimulam a resposta imunológica de plantas diante de infecções. Porém, ao contrário do que alguns pensam, eles não são eficazes no combate ao greening, doença que afeta os pomares de citros.
As informações são do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), baseadas em um estudo desenvolvido na Universidade da Flórida, nos Estados Unidos.
Segundo o pesquisador cientifico do IAC José Antônio Quaggio, não existe comprovação de que essas substâncias funcionam para exterminar da planta a bactéria causadora do greening. Esses indutores, compostos por micronutrientes (zinco, manganês, cobre, magnésio, entre outros) e salicilato de potássio (componente da aspirina), são capazes de melhorar o estado nutricional da planta, deixando-a aparentemente mais viçosa.
“O maior problema é que fazendo uso desses tratamentos alternativos o citricultor muda seu foco sobre o manejo adequado da doença”, alerta Quaggio. “Ele é enganado por essa aparente melhora e enquanto isso a doença continua a se espalhar pelo pomar”.
É também importante lembrar que plantas livres da bactéria causadora do greening não ficam imunes à contaminação por terem recebido os nutrientes, ou seja, tais produtos não protegem nem evitam que plantas sadias sejam contaminadas.
O pesquisador lembra que a citricultura enfrentou situação semelhante no final da década de 1990 para combater a Clorose Variegada do Citros (CVC). Na época, algumas empresas anunciaram fórmulas “mágicas” para combater a doença, mas, na verdade, elas não tinham efeito algum sobre bactéria causadora da CVC. “Não podemos nos iludir com essas fórmulas que prometem milagres. Os citricultores que optaram por esses tratamentos alternativos com a CVC acabaram perdendo todo seu negócio”, afirma.
O recomendado e comprovado cientificamente como eficaz no combate ao greening são as inspeções periódicas nos pomares, a erradicação de plantas doentes e controle do psilídeo, conforme determina a Instrução Normativa 53 do Ministério da Agricultura. Para Quaggio, somente o manejo adequado da doença pode resultar em melhores resultados no que diz respeito à sanidade dos pomares.
Os citricultores que tiverem dúvidas sobre o assunto devem entrar em contato com o Fundecitrus pelo telefone 0800 770 7770, ou com a Coordenadoria de Defesa Agropecuária do Estado de São Paulo (CDA) pelo telefone (19) 3241-4700.



Twitter
Digg
Del.icio.us
Yahoo
Technorati
Facebook
