Com a adoção de boas práticas de manejo do solo, o produtor passa a perceber o aumento da matéria orgânica, que é o principal reflexo de um solo bem manejado. Entre os aspectos positivos está a maior quantidade de matéria orgânica que contribui para menor liberação de gás carbônico para a atmosfera e aumenta a cobertura do solo, protegendo o solo contra a erosão. Segundo o pesquisador da Embrapa, Rodrigo Arroyo Garcia, nos últimos 30 anos, houve grandes avanços na adoção, pelos produtores, de práticas conservacionistas, principalmente o Sistema Plantio Direto (SPD). Esse sistema é uma das técnicas agrícolas sustentáveis do Plano de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono.
O SPD possui como fundamentos as seguintes ações: não revolvimento do solo, a manutenção do solo coberto permanentemente e a rotação de culturas. Sorgo, crotalárias e braquiárias são exemplos de espécies que se enquadram no sistema e trazem benefícios para a biologia, fertilidade e física do solo. A crotalária quando cultivada na safrinha, após a colheita da soja, pode aumentar em 120kg/ha a quantidade de nitrogênio no solo.
As práticas conservacionistas resultam em ganhos, como controle de nematoides; aumento da fertilidade, o que reduz a necessidade de aplicação de adubos; diminuição da pulverização; e maior resistência das lavouras às diversidades climáticas.
“Com o passar dos anos, o manejo do solo traz ganhos econômicos para o produtor rural. Mas ele precisa ter persistência, porque os resultados são vistos ao longo dos anos”, afirma o pesquisador, que destaca também a importância da busca por informações sobre as tecnologias para aumentar a rentabilidade e conservar o solo. “E uma das formas é através de práticas conservacionistas que não aumentam o custo de produção”, diz Arroyo.



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