Na tentativa de combater a pior doença que afeta os pomares citrícolas, produtores de diversas regiões paulistas estão se organizando em grupos para realizar o manejo do greening.
Aproveitando o inverno, período de dormência das plantas, os citricultores de Santa Cruz do Rio Pardo e Ibitinga realizarão pulverizações em conjuntas, na primeira semana de agosto, com o objetivo de diminuir as populações do inseto vetor do greening, o pslídeo Diaphorina citri. “É uma medida importante para evitar picos populacionais do inseto no período de brotação”, explica Juliano Ayres, gerente do Departamento Científico do Fundecitrus (Fundo de Defesa da Citricultura).
A ação deve facilitar as atividades seguintes no período de brotações, quando naturalmente as populações do inseto tendem a aumentar, pois o psilídeo prefere se alimentar de brotos ou ramos novos.
A pulverização de dormência tem se tornado uma prática comum em outros países. “Os Estados Unidos, que também sofrem com a presença do greening, estão recomendando esse tipo de aplicação”, destaca Ayres.
No ano passado, o Fundecitrus comprovou, por meio de pesquisa, que o manejo realizado em conjunto por vários citricultores é mais eficaz contra o greening, podendo reduzir em até 15 vezes os níveis de incidência da doença. Desde então, a instituição apoia e dá suporte à formação de grupos regionais.
Considerada a doença mais séria da atualidade na citricultura, o greening exige cuidados específicos. O manejo é baseado na identificação e eliminação de plantas doentes, controle do inseto vetor e uso de mudas sadias. Uma vez que o psilídeo se alimenta de uma planta contaminada, ele transmite, até o final de sua vida, a bactéria do greening para as demais árvores.



Twitter
Digg
Del.icio.us
Yahoo
Technorati
Facebook