O avanço do mercado brasileiro de mandioca tem chamado a atenção de asiáticos. Tanto que, no início do mês, representantes chineses e tailandeses desse setor procuraram agentes brasileiros para que apresentem a experiência de organização do mercado de mandioca no Brasil naqueles países. A visita então organizada pode ser um marco para a intensificação de relacionamento de agentes desse setor. A China tem investido bastante em derivados de mandioca, especialmente na produção de biocombustíveis.
No último dia 7, embarcam para a China o pesquisador do Cepea Fábio Isaías Felipe e o presidente da Abam (Associação Brasileira dos Produtores de Amido de Mandioca), Antonio Donizetti Fadel. O pesquisador Fábio Felipe ministra palestra sobre a indústria da fécula de mandioca no Brasil para empresários chineses e pesquisadores do Chinese Academy Tropical Agriculture Science. Da China, segue para Bancoc, na Tailândia, onde fará outras apresentações e visitará institutos de pesquisa, como o Thai Tapioca Development Institute (TTDI), e a Universidade Kasetsart.
Mercado nacional
Pesquisas do Cepea mostram que os preços da raiz de mandioca à indústria estão em patamares elevados ao longo deste ano. Em termos reais (valores deflacionados pelo IGP-DI), a média de setembro/10 (R$ 257,95/tonelada) superou em 54,1% a de igual período de 2009, que já era considerada elevada. A média acumulada de 2010 está 48% maior que a do ano passado, sendo, também, a mais alta desde 2004.
Segundo o pesquisador Fábio Isaías Felipe, de modo geral, a oferta de raiz de mandioca neste ano está semelhante à do ano passado, mas a quebra de produtividade justamente nas regiões mais industrializadas acarretou diminuição da oferta de fécula e farinha. Além disso, o bom desempenho da economia brasileira aqueceu a demanda especialmente por fécula, proporcionando-lhe reajustes também expressivos.



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