O feijoeiro comum tem importante papel como fonte de nutrientes e fibras para o organismo humano e está presente na dieta da população. É um alimento que se destaca em conteúdos de minerais essenciais para o metabolismo humano como o potássio, o fósforo, o cobre, o ferro, o zinco e o magnésio. Por estes motivos, a Embrapa Arroz e Feijão realiza pesquisas para melhorar os teores de ferro e zinco do feijoeiro comum.
Esta iniciativa com o feijão integra os resultados da biofortificação de alimentos, contemplada no Projeto BioFort que visa ao melhoramento genético convencional de alimentos básicos como arroz, feijão, milho, mandioca, feijão- caupi, batata-doce, abóbora e trigo.
De acordo com a pesquisadora Priscila Zaczuk Bassinello, os trabalhos desenvolvidos visam à biofortificação dos feijões BRS Agreste e BRS Pontal e a Embrapa está produzindo sementes destas cultivares para atender agricultores do nordeste brasileiro, principalmente da região semiárida.
“A nossa idéia é procurar, no mínimo, dobrar as quantidades atuais de ferro e zinco nos grãos de feijão, para que a população possa ter acesso a um produto que, após o processamento e cozimento, ainda retenha esses minerais para absorção no organismo”, destaca a pesquisadora Priscila Bassinello, durante sua participação no programa Prosa Rural.
O principal objetivo do BioFort é obter alimentos com maiores teores de ferro, zinco e pró-vitamina A, que auxiliam no combate a anemia e a deficiência de vitamina A, que podem levar à baixa resistência do organismo e causar problemas de visão, e, em casos extermos, levar à morte.
Em seis anos de trabalho, os pesquisadores da Embrapa já conseguiram desenvolver mandiocas e batatas-doces com altos teores de betacaroteno (pró-vitamina A) e arroz, feijão comum e feijão-caupi com maiores teores de ferro e zinco. Aos poucos, essas cultivares estão chegando às comunidades rurais e escolas de Sergipe, Maranhão e Minas Gerais.



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