O estudo ‘Características do consumo de laranja’ feito pelo Ministério da Agricultura dos Estados Unidos traz alguns dados interessantes. A seguir, listamos algumas constatações. O estudo completo pode ser acessado em www.ers.usda.gov
O consumo de laranja nos EUA vem caindo vagarosamente desde 1960. A laranja ainda é a fruta mais consumida (fresca e em suco). O consumo de laranja fresca só perde para banana e maçã.
O suco de laranja é o mais consumido. Os americanos consomem duas vezes e mais suco de laranja que de maçã, que ocupa o segundo lugar.
Os consumidores da Região Nordeste dos EUA preferem suco de laranja e os da Região Oeste preferem laranja fresca. Consumidores das regiões Sul e Meio Oeste são os que menos consumem laranja. Os descendentes de hispânicos e de outras raças (como os asiáticos) consomem mais laranja. Os consumidores pertencentes a classes de renda mais alta preferem suco de laranja e os de menor renda bebidas a base de laranja. Os homens consomem mais laranja do que as mulheres.
O consumo de laranja como fruto fresco caiu, entre 1960 e 2000, de nove quilos para cinco quilos por ano por pessoa.
O consumo de suco disparou em meados de 1940 com a introdução do suco gelado concentrado e teve um pico em 1997/98, quando a demanda por suco não concentrado cresceu. O consumo de suco de laranja cresceu de 30 quilos 1960 a 34 quilos em 2000.
O consumo da laranja fresca e do suco de laranja nos Estados Unidos acontece predominantemente em casa, 78% e 92% respectivamente. Cerca de 5% das laranjas consumidas frescas são adquiridas nas escolas.
No Brasil, a pesquisa de hábitos de consumo está praticamente restrita ao POF ( Pesquisa de Orçamentos Familiares) realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Ela investiga os hábitos de consumo, a alocação de gastos e a distribuição dos recebimentos da população estudada. Além disso, permite obter informações que se direcionem a resultados de quantidades de alimentos e bebidas adquiridas com dispêndio-gasto monetário - para consumo domiciliar. Estão disponíveis em www.sidra,ibge.gov.br as POF realizadas em 1986/87, em 1995/96 e em 2002/03.
A POF levantou o consumo per capita de laranja-baía, laranja-lima, laranja-pera, outras laranjas, limão comum e tangerina. O levantamento de consumo de sucos não detalha o suco de laranja. Encontramos suco de fruta em pó, suco de fruta envasado, refrigerante de laranja e refrigerante de limão.
Os resultados são assustadores. O consumo domiciliar per capita de frutas cítricas foi de 19 kg para 8 kg entre 1987 e 2002, uma diminuição de 2,4 vezes o consumo. Os mesmos dados mostram uma diminuição do consumo per capita da laranja pêra de 12 kg para 3 kg no mesmo período uma diminuição de 4 vezes e de laranja baia de 1,48 kg para 0,07 kg. O consumo de suco, em pó e envasado, e de refrigerante mais do que dobrou.
Uma nova POF foi realizada em 2008/09 e os seus dados de consumo domiciliar por produto deverão ser divulgados em breve. Vamos ver que nova surpresa nos espera.
É preciso estabelecer uma estratégia para o aumento do consumo de citros fresco no Brasil. O primeiro passo é conhecer o comportamento dos consumidores. Quem consome? Quanto consome? Quando consome? O que consome? Onde compra? Onde consome? Como consome? Porque não consome?



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