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08 / 02 / 2012
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Nova tecnologia usa ar quente para combater doenças da videira

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Uma nova tecnologia sustentável chega ao Brasil para combater as doenças no cultivo de videiras. Ao invés de utilizar fungicidas, que poluem o meio ambiente e trazem riscos à saúde humana, os produtores podem usar a tecnologia TPC. Ela consiste na aplicação semanal de jatos de ar quente que são disparados por uma máquina, em toda a plantação, a uma velocidade de 180 km/h a 130ºC. A alta temperatura e velocidade da água têm tido grande eficiência em eliminar os fungos causadores de doenças, que podem a chegar a destruir 100% da plantação.

No ano passado, algumas propriedades produtoras de vinho da Serra Gaúcha tiveram grandes perdas de produtividade de uva por conta da contaminação de doenças como o oídio e, principalmente, o míldio. Os fungicidas aplicados às plantações não deram conta de controlar as doenças, que destruíram a produção. Com os bons resultados apresentados até agora, alguns produtores estão empolgados para utilizar a tecnologia TPC.

— Esta tecnologia é baseada no deslocamento de uma máquina pelo vinhedo, que utiliza GLT como fonte de energia. Ela joga ar quente em alta velocidade, cerca de 180 km/h a 130ºC. É uma tecnologia que tem nos surpreendido bastante, mais do que era esperado. Ela traz benefícios não só com a não utilização de defensivos, que acabam prejudicando o ecossistema, mas também com um ganho de qualidade muito significativo do produto, o que traz um valor agregado muito importante para o produto — explica Ignácio Geisse, gerente de produção da vinícola Geisee e um dos palestrantes do 5º Seminário Regional de Uva Orgânica, que acontece no município de Veranópolis, no Rio Grande do Sul, dia 15 de julho.

A aplicação do jato de água quente deve ser feita semanalmente durante três meses, no período de fecundação à colheita. Segundo Geisse, a água quente não danifica os frutos. Pelo contrário, melhora a qualidade da uva e valoriza o produto final. A tecnologia TPC substitui por completo o uso de fungicidas, precisa apenas dos tratamentos de cobre e enxofre que são feitos normalmente para a produção de videiras. Outro benefício da nova tecnologia seria a economia realizada com os insumos.

— Se a gente dividir o aumento de produtividade pelos custos, a TPC é mais barata. Mas se a gente só olhar os custos dos produtos, elas se equivalem. O produtor precisa comprar a máquina específica para as aplicações. Pelo o que a gente viu no último ano, que foi talvez o pior ano da história da viticultura aqui na Região, podemos dizer que a diferença com o uso da TPC é de até 60% de produtividade — diz Geisse.

Texto de Juliana Royo, divulgado no Portal Dia de Campo (www.diadecampo.com.br)

 

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