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08 / 02 / 2012
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Alternativa limpa para combater doenças do tomateiro

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A enxertia é fundamental para os produtores da região amazônica As doenças de solo são preocupantes fontes de prejuízos para o cultivo do tomateiro na região amazônica. Somente a ocorrência endêmica da bactéria responsável pela murcha bacteriana pode inutilizar mais de 40% da produção de tomates.

Considerada uma técnica limpa e eficiente, a utilização de porta-enxertos é fundamental para os produtores locais. Além de proteger a planta de outras doenças como canela preta, nematóides e fusariose, a principal vantagem é a substituição do gás brometo de metila. Proibido pelo protocolo de Montreal, o método de esterilização do solo provoca danos à camada de ozônio.

Segundo o analista da Embrapa Hortaliças José Mendonça, o processo de resguardar as hortaliças desses organismos presentes na microbiota também pode ser utilizado em outras culturas, como o pimentão, constantemente atacado pelos mesmos predadores na área. De acordo com ele, os materiais híbridos com atributos de tolerância específica já são produzidos por diversas empresas do setor, e portanto podem ser facilmente encontrados no mercado.

— A enxertia é a união de duas plantas, uma suscetível e outra tolerante. Na verdade, consiste no isolamento da planta que é suscetível à doença, por meio do porta-enxerto resistente, que também é um tomateiro sem qualidades comerciais. Serve unicamente para absorver sais minerais e água do ambiente contaminado. No Acre, não é viável plantar tomate de outra forma — explica.

Texto divulgado no Portal Dia de Campo (www.diadecampo.com.br)

 

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