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18 / 05 / 2012
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Estudo aposta que sabor da fruta é visível

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Os cientistas procuram uma forma não destrutiva de medir a qualidade da fruta, um dos objetivos do projeto europeu Isafruit, especialmente focado no pêssego, e no qual participam diversos centros de investigação europeus que têm como finalidade potenciar o consumo de fruta.
No âmbito deste projeto, um grupo de agrônomos da Universidade de Madri (Espanha) desenvolveu um novo método para determinar as propriedades internas da fruta, como o estado de maturação e da vida útil, para assim garantir a qualidade do produto.

Em diversas ocasiões, por razões de mercado, a fruta é colhida excessivamente verde e imatura, tendo como consequências a pobreza de sabor, para além das cadeias comerciais ou redes de distribuição impulsionarem a colheita dos frutos ainda verdes, que quando estão muito maduros, ficam excessivamente moles e mais susceptíveis a estragos, um estado que obriga a conservar a fruta num frigorífico doméstico.

No caso do pêssego, observou-se que a sua qualidade está relacionada com um estado considerado ótimo de maturação, sendo um fruto climatério que necessita ter um mínimo de maturidade antes de ser recolhido para posteriormente poder desenvolver todo o seu aroma e sabor.

Para todos os tipos de fruta, a quantidade de açúcar no momento da colheita depende de fatores climáticos, práticas culturais e outras, que podem variar de ano para ano e, como no caso da uva e do vinho, dificilmente são previsíveis.

Para medir a quantidade de açúcar nas diferentes frutas tem se aplicado, com êxito, as variações de proximidade do espectro, técnicas que já ultrapassam as barreiras dos laboratórios na adaptação das condições de campo, com vários centros de investigação e experimentação europeus a desenvolverem os seus próprios instrumentos, como, por exemplo, os espectrofotômetros portáteis, capazes de medir o espectro visível e infravermelho ao redor da fruta.

Estas medidas são utilizáveis em diversas formas relacionadas com a maturação e permitem seguir as mudanças no processo e maturidade do pêssego e da maçã, desde a árvore até o ponto de consumo, mas sem medir a solidez, cujas alterações são detectáveis, por sua vez, através de instrumentos mecânicos, acústicos e de impacto adotados a equipamentos portáteis e em extensão, enquanto o espectro permite tirar determinações locais em alguns pontos do fruto.

Através deste método, pode ser possível fazer uma pré-qualificação dos frutos antes do seu armazenamento e assim estabelecer a temperatura e o tempo de conservação mais adequado, prevendo a sua vida comercial com ótima qualidade para o consumidor final.

 


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