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07 / 02 / 2012
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Excesso de chuvas preocupa citricultores

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As fortes chuvas no final do ano passado e início desse ano são um sinal de alerta para os citricultores, pois elas mudaram o comportamento do psílideo Diaphorina citri, transmissor da bactéria que causa o greening. Em vez de a população do inseto crescer nos meses de dezembro e janeiro, ele está aparecendo mais tarde nos pomares, especialmente no início deste outono. Por isso, o cuidado deve ser redobrado.

Calor, umidade e chuvas aumentam as brotações fora de época e criam o ambiente propício para a reprodução do inseto. Apesar de pequeno, em média 2 a 3 mm, ele provoca grandes estragos. Quando o psilídeo se alimenta de plantas doentes, ele adquire a bactéria e transmite-a até o final de sua vida para plantas sadias.

O pesquisador do Fundecitrus Pedro Yamamoto alerta que é hora de intensificar o monitoramento nas propriedades. “As inspeções devem ser constantes e, assim que detectado o inseto, o controle deve ser realizado”, diz.

O ideal é monitorar os pomares, semanalmente, sempre com atenção e cuidado. Armadilhas adesivas amarelas ou verdes devem ser colocadas nas bordas das propriedades e distribuídas a cada 100 metros pelo menos. É importante procurar pelo inseto em todos seus estágios de desenvolvimento: ovos, ninfas e adultos. Conhecimento e ações efetivas são fundamentais para a manutenção da sanidade dos pomares.

Algumas ações podem contribuir para o controle do inseto no pomar. As principais são as armadilhas adesivas verdes ou amarelas, colocadas nas bordas das propriedades e talhões distribuídas a cada 100 metros.

As inspeções são fundamentais para encontrar os insetos. Os adultos costumam ficar na face inferior da folha. Caso haja brotações, é necessário checar a existência de ovos e ninfas, local onde os ovos são postos e as ninfas se desenvolvem. O ideal é fazer inspeções semanais e monitorar 1% das plantas de cada talhão, analisando, pelo menos, três brotações de cada planta.

Caso o citricultor encontre o inseto, é necessário fazer a pulverização com inseticidas de contato. Os produtos químicos usados devem ser trocados de tempos em tempos para evitar o aparecimento de psilídeos resistentes.

 

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