Os produtores de maçã pediram nesta quarta-feira (10) que o Ministério da Agricultura fique atento à situação de mercado da fruta. O pedido foi feito em reunião com o ministro Wagner Rossi. Segundo eles, a crescente importação de maçã, principalmente do Chile, tem prejudicado o setor.
“Nós alertamos o ministro que é preciso dar suporte ao produtor nacional de maçã”, disse o presidente da Frente Parlamentar da Fruticultura Brasileira, deputado Afonso Hamm (PP-RS). Para o deputado, já que o setor não consegue frear as importações, é necessário estimular a comercialização da maçã nacional.
Os produtores também apresentaram ao ministro um plano de reestruturação da cadeia produtiva da fruta para os próximos dez anos. O plano foi desenvolvido pelas associações de fruticultura em conjunto com o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), instituição pública de fomento à economia dos estados do Sul do país. A instituição é credora de 80% da dívida do setor. O projeto prevê uso maior de tecnologia na produção da fruta.
“Com base em estudos, nós percebemos a necessidade de aumentar a industrialização da cadeia produtiva da maçã”, disse o superintendente de recuperação de crédito do BRDE, Paulo Reis. O plano prevê também medidas de curto prazo, como a prorrogação das dívidas dos produtores de fruta. De acordo com o superintendente, o setor frutífero não é beneficiado com aumentos de prazo das dívidas como ocorre, por exemplo, com os produtores de grãos.
Conforme Hamm, o cultivo da maçã no Brasil está presente em 39 mil hectares, que produzem mais de um milhão de toneladas e geram cerca de 150 mil empregos diretos e indiretos. Os estados com maior produção são Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.
Para que o setor tenha maior planejamento e melhores resultados produtivos e comerciais foi apresentado ao ministro um estudo e diagnóstico do setor da maçã visando à revitalização setorial. O documento, elaborado pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) e pelas lideranças do setor, já está sendo analisado pelo Ministério. Rossi sugeriu que o estudo seja finalizado até dezembro e que o mesmo seja apresentado ao governo no próximo mandato.
Com informações da Agência Brasil



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