Junho chega ao fim. As principais características climáticas do mês foram chuvas abaixo da média e temperaturas dentro da normalidade. A entrada de massas de ar frio provocou o declínio da temperatura e a mais intensa delas, na primeira semana do mês, assustou principalmente os produtores de hortaliças e frutas.
Maio também teve chuvas abaixo da média, na maioria das regiões, sobretudo no oeste e norte; 17,2 milímetros em Barretos; 20 milímetros em Ribeirão Preto e 15 milímetros em São José do Rio Preto. Com isso há déficit hídrico há pelo menos dois meses. A umidade do solo continua em queda, com exceção do sul e sudeste, nos municípios de Itapeva e Iguape, onde o solo está com capacidade acima dos 80%.
Uva. Os viticultores do noroeste, região de Fernandópolis e Jales, aproveitaram as boas condições de tempo fazer os tratamentos fitossanitários para a prevenção e o controle de pragas e doenças. Em Valinhos e Indaiatuba, os produtores que fizeram duas podas, uma em agosto e outra em fevereiro, estão aproveitando para colher os frutos de ótima qualidade e fazer a poda da produção, para colheita no fim do ano, quando há maior produção.
Segue a colheita do morango em Atibaia, Valinhos e Monte Alegre do Sul. Com clima seco e ameno, a incidência de pragas e doenças é menor e os produtores pulverizam menos agrotóxicos, diminuindo os custos e elevando a qualidade dos frutos, que têm melhor aparência e durabilidade no pós-colheita.
O clima também é favorável para a produtividade do tomate em Sumaré, Mogi-Guaçu e Campinas. Os frutos são de ótima qualidade e o custo da produção diminui com o clima seco e os produtores podem se recuperar das perdas causadas pelas chuvas no verão.
As temperaturas mais baixas de inverno, sobretudo as mínimas durante a noite, retardam o amadurecimento da banana em Avaré e Itapeva. Além do mais, as chuvas de verão provocaram perdas da produtividade. O resultado disso é a menor oferta da fruta de boa qualidade, o que reflete nos preços.
Segue a colheita da mandioca em Cândido Mota, Presidente Prudente e Assis. O clima mais seco favorece a qualidade da raiz. Nos canaviais, o tempo favoreceu a colheita e o transporte, mas com o prolongamento do período de estiagem, poderá refletir no menor desenvolvimento da cana e consequentemente na produtividade da cultura.
Texto de Ana Maria H. de Ávila, pesquisadora do CEPAGRI/UNICAMP.



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