Comitiva “Curva di Rio” vence festival gastronômico caipira realizado na Ceagesp
A quarta etapa do Circuito da Queima do Alho, realizada na tarde do dia 13 de setembro, na Praça da Batata, atraiu cerca de cinco mil pessoas e consolidou o sucesso da ação promovida em apoio ao principal projeto de responsabilidade social desenvolvido no Entreposto de São Paulo.
Para o chef executivo do Clube Alto dos Pinheiros, Ivair Félix, a edição deste ano foi mais concorrida que a anterior. “Os pratos preparados pelas 25 comitivas presentes foram, realmente, muito bem elaborados, feitos com muito carinho, o que dificultou nossa avaliação”, afirma o conceituado cozinheiro, que, ao lado do professor da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e perito Ricardo Molina, integrou novamente a comissão julgadora do encontro.
E nem a inesperada falta de energia elétrica apagou a alegria dos convidados e participantes do concurso gastronômico realizado em prol da Nossa Turma, iniciativa que atende a 600 crianças e adolescentes no ETSP e conta com o apoio da Ceagesp e seus permissionários.
Servindo o tradicional cardápio dos antigos grupos de tropeiros – arroz carreteiro, picadinho na chapa, feijão tropeiro e paçoca de carne seca –, a comitiva “Curva di Rio” venceu a etapa do festival.
“A Ceagesp é uma referência para o universo gastronômico paulistano e, portanto, mais ações como a Queima do Alho e o Festival de Sopas deveriam ser realizadas no entreposto, principalmente em benefício das crianças atendidas por nosso grande amigo Manelão [Manoel da Silva Filho, presidente da Associação de Apoio à Infância e Adolescência Nossa Turma]”, acrescenta Ivair Félix.
Origem da tradição
A história do ritual da Queima do Alho data dos tempos em que os tropeiros viajavam a cavalo negociando e entregando gado Brasil afora. Os grupos eram compostos por um cozinheiro, um ajudante de cozinha e peões.
Como as viagens eram longas, duravam entre três e quatro meses, os cozinheiros tinham a preocupação de trazer no lombo dos animais alimentos não-perecíveis conservados no sal grosso.
Barretos, no interior de São Paulo, era o ponto final da longa jornada, por ser um grande mercado de compra de bois. Assim, começou a competição entre os cozinheiros para ver quem fazia o prato mais rápido e saboroso.



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